Por que os Judeus resistiram a Jesus ?

 

Por que os Judeus resistiram a Jesus ?

Lidio Feix [lidiofeix@net.crea-rs.org.br]

Ao lermos nos Evangelhos os detalhes do dia a dia de Jesus, uma coisa certamente nos chama a atenção:

A constância como os judeus, especialmente os seus líderes, resistiam contra Jesus.

Resistiam contra os Seus ensinos,

Resistiam contra o que Ele fazia,

Criticavam os Seus seguidores e criticavam também a Jesus,

Um dos motivos era por estar sempre acompanha-do de pecadores de todos os tipos.
- Como pode um homem santo estar sempre cercado de pecadores, ficavam eles se perguntando uns aos outros.

Outro motivo era sua visão distorcida da vida e da obra do Messias.

Na sua imensa maioria, os judeus esperavam por um Messias diferente,
que os libertasse do jugo romano,
que vindicasse a honra nacional,
e que os elevasse à condição de principal nação do mundo.

Jesus não era nada disso...

Examinando melhor a situação, de um lado ve-mos o Salvador prometido por Deus,

vemos o próprio Deus feito homem vivendo entre homens como nós,

esperado por séculos e séculos pelo povo de Deus,

ensinando o bem, perdoando pecados, curando doentes, ressuscitando mortos...

e, de outro, aquele que era o próprio povo de Deus,

o povo dos herdeiros da promessa de salvação,

o povo que ansiava pela libertação e pela salva-ção,

o povo que por séculos sacrificara animais cujo sangue derramado simbo-lizava sua fé no sangue do Redentor que viria...

Agora estavam ali,
vivendo lado a lado,
numa mesma época,
o povo de Deus e o seu Messias,
o Cordeiro de Deus, o que tira os pecados do mundo, e os pecadores que por Ele aguardavam, mas a Ele não reconheceram.

O que seria de esperar do relacionamento de Je-sus com aqueles a quem viera salvar?

Com aqueles pelos quais viera morrer?

Certamente deveríamos ver nEle atitudes de amor, de paciência, de sacrifício e de abnegação.

Tudo isso e muito mais se pode ver na vida de Jesus, lendo os Evangelhos.

E do Seu povo em rela-ção a Ele, o que seria de esperar?

Pessoas dispostas a tu-do, só para ouvir as pala-vras de Sua boca?

Pessoas atentas até aos menores gestos de Jesus?

Pessoas dispostas até a morrer por Ele?

Infelizmente, não foi isso que se viu, mas sim líderes, especialmente os líderes religiosos,

desconfiados de Seus ensinos,

enciumados do Seu crescente prestígio junto ao povo...

preocupados com as mudanças que Seus ensinos estavam trazendo, mudando a cabeça do povo.

Parando um pouco para ver melhor a situa-ção,

para tentar entender por que o Salvador Jesus não estava tendo o trata-mento e a consideração que Lhe eram devidos pelos líderes religiosos,

temos de revisar cuida-dosamente os textos dos Evangelhos, que nos mos-tram duas coisas:

Primeira: Jesus tivera um nascimento humilde, sem a pompa e o poder que os líderes esperavam que o Libertador do seu povo demonstrasse.

Segunda: Jesus estava vivendo e agindo exata-mente como as Escrituras haviam predito; nenhum detalhe havia falhado.

Ele nasceu de uma vir-gem, na cidade de Belém;

Era da tribo de Judá;

Veio no tempo certo, a Bíblia diz “na plenitude do tempo”, dentro da crono-logia da profecia das 70 semanas, de Daniel 9;

Foi precedido por João Batista, que veio no espírito e no poder de Elias,
chamando o povo ao arrependimento e prepa-rando o povo para rece-bê-Lo;

Foi ungido – batizado – no tempo exato;

Curava cegos, curava leprosos,
curava coxos e paralíticos,
e curava todo tipo de doentes,
cumprindo tudo o que estava dEle predito,
detalhe por detalhe.

Tudo quanto qualquer estudante das Escrituras precisava saber para re-conhecer em Jesus o Mes-sias, o Salvador prometido, era facilmente percebido na vida de Cristo.

Sendo assim, chega a ser surpreendente o fato de os líderes religiosos da época recusarem ver em Jesus o Salvador que dizi-am aguardar.

O fato era que eles e-ram o povo de Deus.

Alardeavam este fato para todos os povos com um orgulho que mais combinava com a atitude de que Jeová fosse o Deus DELES, propriedade deles, e não eles serem o povo de Deus.

Buscavam a salvação por meio de obras.

Os próprios sacrifícios que ofereciam no Templo eram obras destinadas a au-mentar seus próprios méritos.

Tinham orgulho de sua religiosidade e estavam sa-tisfeitos com a sua situação.

Eles, que haviam sido constituídos como nação com a finalidade de tes-temunhar o amor de Deus e o Seu Plano de Salvação ao mundo,
agora estavam fecha-dos dentro deles mesmos, recusando-se a levar o convite de salvação a ou-tros povos.

Perceba a comparação do Israel dos tempos de Jesus com a igreja de La-odicéia dos nossos dias:

Eles eram o verdadeiro povo de Deus, e Laodicéia também o é.

Eles tinham orgulho de serem filhos de Deus, e os membros de Laodicéia também têm.

Eles tinham orgulho do seu conhecimento da Verdade, e os membros de Laodicéia também têm.

Eles eram zelosos do seu Templo e das coisas que os lembravam como filhos de Deus, e Laodicéia também é zelosa do conhecimento que tem.

Eles foram constituídos como povo para evange-lizar o mundo do seu tem-po, e a igreja de Laodicéia também o foi.

Eles se amornaram no seu zelo missionário,
e ficaram muito satisfei-tos com o que tinham al-cançado,
e Laodicéia também.

Eles se fecharam dentro deles mesmos e guarda-ram a Verdade para si, e Laodicéia está fazendo a mesma coisa.

Eles estavam orgulhosos de sua situação e cheios de justiça própria,

e quando Jesus lhes mostrou que a sua justiça própria de nada valia,

quando lhes mostrou que corriam o risco de morrerem em seus próprios pecados,

ao invés de reconhece-rem o perigo,

ao invés de reconhece-rem a Verdade,

ao invés de reconhece-rem a sua própria carência e miséria espiritual,

insurgiram-se contra Je-sus e não aceitaram as advertências que, se acei-tas, poderiam colocá-los no caminho da esperança e da salvação.

O resultado de sua tei-mosia e orgulho foi que le-varam o seu próprio Sal-vador à morte.

Matar seu Salvador signi-fica tirar de si mesmo a chance de salvação.

Foi como se tivessem dado um tiro no próprio pé,
tornando a si mesmos impossibilitados de caminha-rem na direção da salvação.

Na relação do povo de Israel com nosso Salvador, há uma importante lição para nós.

Gostamos de nos demo-rar em Apocalipse 3:20, lembrando que Jesus está à porta de nosso coração,
onde deseja entrar e transformar nossa vida mi-serável.

Gostamos de nos demo-rar no verso 20,
mas passamos muito rá-pido sobre os versos 15 a 17,
onde está a advertên-cia de Jesus quanto à nos-sa mornidão,
quanto à nossa falsa sensação de segurança,
quanto à nossa ceguei-ra espiritual,
quanto à nossa satisfa-ção com o que temos...

Apesar de tudo quanto possamos pensar de nós mesmos,
Jesus nos diz que somos mornos,
e mais do que isso, Ele está a ponto de nos vomi-tar de Sua boca...

Mornidão, hoje, é es-tarmos por vezes tão en-volvidos com o trabalho para a Igreja que nos es-quecemos de trabalhar para Jesus...

Mornidão, hoje, é o-lharmos para os resultados de nossos esforços – po-bres resultados – e nos sen-tirmos satisfeitos...

Mornidão, hoje, é, ser confrontados com os resul-tados práticos, com os números que espelham o que temos feito como igre-ja até aqui, e recusarmos crer que sejam verdadeiros.

Na sua maioria são tão ruins que nos recusamos crer que sejam realistas.

Quando falamos em mornidão, tendemos a pensar logo nos outros: mornos são os outros, eu não sou!

Mornidão, hoje, é recu-sarmos crer que na verda-de somos mornos – nós também – e não os outros.

Quando entendermos o que – na verdade – é a mornidão espiritual que Jesus condena, então po-deremos ser capazes de nos curvar humildes e de-samparados diante de Je-sus, implorando que o Seu Santo Espírito nos transfor-me.

A quantas pessoas você já testemunhou do amor de Jesus,
a quantas pessoas você já contagiou com santo entusiasmo,
de modo a desejarem também elas serem segui-doras de Jesus,
de modo a também e-las desejarem a salvação?

“Sem Mim nada podeis fazer”, disse Jesus na pará-bola da videira, em João 15.

O que Ele está nos pro-pondo é que Lhe permi-tamos nos enxertar na Vi-deira Verdadeira,
de tal modo que passa-remos a ser nutridos pela Sua seiva,
e assim dar frutos em abundância.

Quem estiver desta for-ma ligado a Jesus jamais será morno, pois seu cora-ção queimará de amor pelos semelhantes,
e seu testemunho terá o poder do Espírito Santo.

Quem estiver desta for-ma ligado a Jesus, jamais será um problema nem para a liderança da Igreja nem para os irmãos,
Pois em todo o seu tem-po estará ocupado de maneira produtiva,
não tendo oportunida-de e nem desejo de ficar observando a vida dos ou-tros para ter o que falar.

Uma igreja de pessoas mornas é uma igreja com-posta por pessoas fecha-das e vazias,
pessoas tristes e sem en-tusiasmo,
corroída por divisões e desentendimentos,
com um ambiente de-sanimador para as visitas.

Ao contrário disso, uma igreja sem pessoas mor-nas é uma igreja de pes-soas mais felizes,
de pessoas mais fervorosas,
de pessoas de mais fé,
e o próprio ambiente será sempre agradável e atrativo para os que vêm de fora.
Voltando à pergunta de por que os judeus resistiram tanto a Jesus,
podemos afirmar sem sombra de dúvida que foi por uma questão de justiça.

Como qualquer um de nós, todos os judeus tam-bém desejavam ser salvos,
mas a maioria deles de-sejava obter salvação pe-los seus próprios méritos,
recusando a salvação gratuita que lhes era dada pela justiça de Cristo.

Precisamos entender o que isso significa,

e, mais do quem isso,

precisamos nos acostu-mar a usar o poder de Je-sus na nossa vida diária,

precisamos aprender a depender desse poder,

começando cada dia com Ele,

reconhecendo nossa fraqueza e incapacidade,

pedindo a cada manhã que Deus nos use confor-me Ele queira,

Pedindo a cada manhã o poder que precisamos para chegarmos ao final do dia como vencedores,

Pedindo a cada manhã a sabedoria e o discerni-mento necessários para aproveitar cada oportuni-dade que Ele nos der...

Que Deus elimine a mornidão que haja em nossas igrejas,

Que aqueça a morni-dão que possa haver em qualquer de nós,
e nos faça desde agora vencedores com Cristo.

Que ninguém saia hoje daqui sem estar disposto,
sem estar decidido a lu-tar contra a mornidão es-piritual que Jesus Cristo tanto abomina,

para estar entre os sal-vos que em breve Ele virá buscar.

Amém.


Por que os judeus não crêem em Jesus

Por: Shraga Simmons

Por séculos os judeus foram perseguidos por sua fé e prática religiosa. Muitos tentaram impor suas idéias e aniquilar o Judaísmo. Nem as cruzadas, nem a Inquisição implacável, nem os pogroms conseguiram manipular nossas almas cumprindo seu intento.
O Judaísmo mantém sua chama sempre viva.
A história comprova: os judeus continuam rejeitando o Cristianismo. Por quê? Porque somos simplesmente judeus, nascemos e vivemos o Judaísmo e temos nossas próprias convicções. Mas quando judeus são seguidamente questionados sobre esta questão e não-judeus freqüentemente perguntam: "Por que os judeus não acreditam em Jesus?" Preparamos alguns argumentos com o objetivo, não de depreciar outras religiões, pois respeitamos a todos e por esta razão não fazemos proselitismo, mas sim apenas para esclarecer a posição judaica.
Por que os judeus não acreditam em Jesus?
Porque:

1. Jesus não preencheu as profecias messiânicas
O que o Messias deveria atingir? A Torá diz que ele: a - Construirá o terceiro Templo Sagrado (Yechezkel 37:26-28); b - Levará todos os judeus de volta à Terra de Israel (Yeshayáhu 43:5-6); c - Introduzirá uma era de paz mundial, e terminará com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra”.(Yeshayáhu 2:4); d - Divulgará o conhecimento universal sobre o D-us de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "D-us reinará sobre todo o mundo - naquele dia, D-us será Um e seu nome será Um" (Zecharyá 14:9). O fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma destas profecias messiânicas.

2. O Cristianismo contradiz a teologia judaica
a – D-us em três? A idéia cristã da trindade quebra D-us em três seres separados: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19). Compare isto com o Shemá, a base da crença judaica: "Ouve, ó Israel, o Eterno nosso D-us, o Senhor é UM" (Devarim 6:4). Os judeus declaram a unicidade de D-us todos os dias, escrevendo-a sobre os batentes das portas (Mezuzá), e atando-a à mão e cabeça (Tefilin - filactérios). Esta declaração da unicidade de D-us são as primeiras palavras que uma criança judia aprende a falar, e as últimas palavras pronunciadas antes de morrer. Na Lei Judaica, adorar um deus em três partes é considerado idolatria - um dos três pecados cardeais, que o judeu prefere desistir da vida a transgredir. Isto explica porque durante as Inquisições e através da História, os judeus desistiram da vida para não se converterem. b - Um homem como deus? Os cristãos acreditam que D-us veio à terra em forma humana, como disse Jesus: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Maimônides devota a maior parte do "Guia dos Perplexos" a idéia fundamental que D-us é incorpóreo, significando que Ele não assume forma física. D-us é eterno, acima do tempo. É infinito, além do espaço. Não pode nascer, e não pode morrer. Dizer que D-us assume forma humana torna D-us pequeno, diminuindo tanto Sua Unidade como Sua Divindade. Como diz a Torá: "D-us não é um mortal" (Bamidbar 23:19). O Judaísmo diz que Messias nascerá de pais humanos, com atributos físicos normais, como qualquer outra pessoa. Não será um semideus, e não possuirá qualidades sobrenaturais. De fato, em cada geração vive um indivíduo com a capacidade de tornar-se o Messias. (veja Maimônides - Leis dos Reis 11:3). c - Um intermediário para a oração? É uma idéia básica na crença cristã que a prece deve ser dirigida através de um intermediário - i.e., confessando-se os pecados a um padre. O próprio Jesus é um intermediário, pois disse: "Nenhum homem chega ao Pai a não ser através de mim”. No Judaísmo, a prece é assunto totalmente particular, entre cada pessoa e D-us. A Torá diz: "D-us está perto de todos que clamam por Ele" (Tehilim 145:18). Além disso, os Dez Mandamentos declaram: "Não terá outros deuses DIANTE DE MIM”, significando que é proibido colocar um mediador entre D-us e o homem. (veja Maimônides - Leis da Idolatria cap.1). d - Envolvimento no mundo físico. O Cristianismo freqüentemente trata o mundo físico como um mal a ser evitado. Maria, a mais sagrada mulher cristã, é retratada como uma virgem. Padres e freiras são celibatários. E os mosteiros estão em locais remotos e segregados. Em contraste, o Judaísmo acredita que D-us criou o mundo físico não para nos frustrar, mas para nosso prazer. A espiritualidade judaica vem através do envolvimento no mundo físico de maneira tal que ascenda e eleve. O sexo no contexto apropriado é um dos atos mais sagrados que podemos realizar. O Talmud diz que se uma pessoa tem a oportunidade de saborear uma nova fruta e recusa-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso no Mundo Vindouro. As escolas rabínicas ensinam como viver entre o alvoroço da atividade comercial. Os judeus não se afastam da vida, elevam-na.

3. Jesus não personifica as qualificações pessoais do Messias
a - Messias como profeta. Jesus não foi um profeta. A profecia apenas pode existir em Israel quando a terra for habitada por uma maioridade de judeus. Durante o tempo de Ezra (cerca de 300 a.E.C), a maioria dos judeus recusou-se a mudar da Babilônia para Israel, e assim a profecia terminou com a morte dos três últimos profetas - Chagai, Zecharyá e Malachi. Jesus apareceu em cena aproximadamente 350 anos após a profecia ter terminado. b - Descendente de David. O Messias deve ser descendente do Rei David pelo lado paterno (veja Bereshit 49:10 e Yeshayáhu 11:1). Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno! c - Observância da Torá. O Messias levará o povo judeu à completa observância da Torá. A Torá declara que todas as mitsvot (preceitos) permanecem para sempre, e quem quer que altere a Torá é imediatamente identificado como um falso profeta. (Devarim 13:1-4). No decorrer de todo o Novo Testamento, Jesus contradiz a Torá e declara que seus mandamentos não se aplicam mais. (veja João 1:45 e 9:16, Atos 3:22 e 7:37).

4. Versículos bíblicos "referindo-se" a Jesus são traduções incorretas
Os versículos bíblicos apenas podem ser entendidos estudando-se o texto original em hebraico - que revela muitas discrepâncias na tradução cristã. a - Nascimento virgem. A idéia cristã de um nascimento virgem é extraído de um versículo em Yeshayáhu descrevendo uma "alma" que dá à luz. A palavra "alma" sempre significou uma mulher jovem, mas os teólogos cristãos séculos mais tarde traduziram-na como "virgem". Isto relaciona o nascimento de Jesus com a idéia pagã do primeiro século, de mortais sendo impregnados por deuses. b – Crucificação. O versículo em Tehilim (salmos) 22:17 afirma: "Como um leão, eles estão em minhas mãos e pés”.A palavra hebraica ka'ari (como um leão) é gramaticalmente semelhante às palavras "ferir muito". Dessa maneira o Cristianismo lê o versículo como uma referência à crucificação: "Eles furaram minhas mãos e pés”. c - Servo sofredor. Os cristãos afirmam que Yeshayáhu (Isaías) 53 refere-se a Jesus. Na verdade, Yeshayáhu 53 segue diretamente o tema do capítulo 52, descrevendo o exílio e a redenção do povo judeu. As profecias são escritas na forma singular porque os judeus (Israel) são considerados como sendo uma unidade. A Torá está repleta de exemplos de referências à nação judaica com um pronome singular. Ironicamente, as profecias de perseguição de Yeshayáhu referem-se em parte ao século 11, quando os judeus foram torturados e mortos pelas Cruzadas, que agiram em nome de Jesus. De onde provêm estas traduções erradas? S. Gregório, Bispo de Nanianzus no século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para se impor ao povo. Quantos menos compreenderem, mais admirarão”.

5. A crença judaica é baseada na revelação nacional
Das 15.000 religiões na História Humana, apenas o Judaísmo baseia sua crença na revelação nacional - i.e., D-us falando à toda a nação. Se D-us está para iniciar uma religião, faz sentido que Ele falará à todos, não apenas a uma pessoa. O Judaísmo é a única entre todas as grandes religiões do mundo que não confia em "reivindicações de milagres" como base para estabelecer uma religião. De fato, a Torá afirma que D-us às vezes concede o poder de "milagres" a charlatões, para testar a lealdade judaica à Torá (Devarim 13:4). Maimônides declara (Fundações da Torá, cap. 8): "Os Judeus não creram em Moshê (Moisés), nosso mestre, por causa dos milagres que realizou. Sempre que a crença de alguém se baseia na contemplação de milagres, tem dúvidas remanescentes, porque é possível que os milagres tenham sido realizados através de mágica ou feitiçaria. Todos os milagres realizados por Moshê no deserto aconteceram porque eram necessários, e não como prova de sua profecia”. Qual era então a base da crença judaica? A revelação no Monte Sinai, que vimos com nossos próprios olhos e ouvimos com nossos ouvidos, não dependendo do testemunho de outros... como está escrito: 'Face a face, D-us falou com vocês...' A Torá também declara: 'D-us não fez esta aliança com nossos pais, mas conosco - que hoje estamos todos aqui, vivos.' (Devarim 5:3).”O Judaísmo não são os milagres. É o testemunho da experiência pessoal de todo homem, mulher e criança”.

6. Judeus e gentios
O Judaísmo não exige que todos se convertam à religião. A Torá de Moshê é uma verdade para toda a Humanidade, seja judia ou não. O Rei Salomão pediu a D-us para considerar as preces de não-judeus que vão ao Templo Sagrado (Reis I, 8:41-43). O profeta Yeshayáhu refere-se ao Templo Sagrado como uma "Casa para todas as nações”. O serviço no Templo durante Sucot realizava 70 oferendas de touros, correspondendo às 70 nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os romanos tivessem percebido quantos benefícios estavam conseguindo do Templo, jamais o teriam destruído. Os judeus nunca buscaram ativamente converter as pessoas ao Judaísmo, porque a Torá prescreve um caminho correto para que os gentios o sigam, conhecido como "As Sete Leis de Nôach”. Maimônides explica que qualquer ser humano que observe fielmente estas leis morais básicas recebe um lugar apropriado no céu. 1. Creia em D-us - não adore ídolos. 2. Respeite D-us e ame-O. Não blasfeme Seu nome. 3. Respeite a vida humana - não mate. 4. Respeite a família - não cometa atos sexuais imorais. 5. Respeite os direitos e a propriedade dos outros - não roube. 6. Estabeleça tribunais para a manutenção da justiça. 7. Respeite todas as criaturas - não coma a carne de um animal enquanto ele ainda está vivo.

7. Trazendo o Messias
De fato, o mundo está desesperadamente necessitado da Redenção Messiânica. A guerra e a poluição ameaçam nosso planeta; o ego e a confusão estão erodindo a vida familiar. Na mesma extensão em que estamos conscientes dos problemas da sociedade, é a extensão em que ansiamos pela Redenção. Como declara o Talmud, uma das primeiras perguntas que um judeu recebe no Dia do Julgamento é: "Você ansiou pela vinda do Messias?" Como podemos apressar a vinda de Mashiach (Messias)? A melhor maneira é amar generosamente toda a humanidade, cumprir as mitsvot da Torá (da melhor maneira que pudermos) e encorajar outros para que as cumpram também. O Mashiach pode chegar a qualquer momento e tudo depende de nossas ações. D-us estará pronto quando estivermos. Pois, como disse o Rei David: "A Redenção chegará hoje - se derem atenção à Sua voz”.

* Shraga Simmons é rabino nos Estados Unidos e escreveu este artigo para o Aish.com
(www.aish.com).

 

Judaísmo e cristianismo: reflexões históricas .:

 

 

Por: Sergio Feldman

Jesus era judeu. Nasceu em Belém (Beit Lechem) na Judéia (Iehudá), de pai e mãe judeus, viveu entre a Judéia e a Galiléia (Galil). Cresceu em Nazaré (Natzeret) e pregou na Galiléia, no lago Tiberíades (Kineret ou mar da Galiléia) e no vale do Rio Jordão (Iarden). Viveu e pensou como um judeu de sua época: falava frases retiradas do livro de Isaías e do Pentateuco (Torá). Algumas de sua celebres frases, podem ser repensadas. Costuma-se atribuir a célebre frase, “Amarás ao próximo como a ti mesmo” a Jesus. Alguns judeus a atribuem a Hilel, sábio renomado do período do Segundo Templo, mas anterior a Jesus. Porém, há um versículo (passuk) no código da Santidade (Levítico ou Vaikrá, cap. 19, v. 18) que cita esta famosa frase, muitos séculos antes de Hilel e Jesus. Por que foi atribuída a Jesus? Por que sintetiza os ideais e as idéias principais da religião judaica: amar a D-us e amar ao próximo. Jesus praticava e acreditava nestes valores, pois era judeu.
Já repararam que todas as pessoas neste país celebram a circuncisão (Brit Milá) de Jesus, sem se dar conta que nasceu no dia 25 de dezembro e foi circuncidado no dia 1º de janeiro, exatamente oito dias, como manda a tradição judaica!!! Nada mais nada menos do que a antiga denominação da festa: circuncisão universal. Depois foi renomeada como confraternização universal. Se o Judaísmo tem como pilares a circuncisão, o estudo da Lei ou Pentateuco (Torá), e a prática dos preceitos (mitzvot), o que nos diz disso Jesus? Seria contra a Torá? E os argumentos e pontos de vista dos profetas hebreus tão importantes no Judaísmo, teriam apoio ou seriam negados por Jesus? O trecho do apóstolo Mateus traz luz a esta questão (cap. 5, v. 17). Diz: “Não pensem que vim para destruir a Lei e os Profetas; não vim para destruir, mas sim para fazê-los cumprir”. Como pode ser percebido, Jesus não nega a Torá e os Profetas, mas defendê-os. Tratava-se de um judeu cumpridor das miztvot e das práticas judaicas. Nunca se declarou contra e nem se opôs à sua prática.
A última ceia que foi a motivação da “Ceia do Senhor” e posteriormente da eucaristia (e da hóstia) era uma ceia (seder) da Páscoa Judaica (Pessach). A origem da hóstia é o pão ázimo (matzá). Eu conheci um padre, muito amigo dos judeus, que sempre vinha comprar caixas de matzot na sinagoga, para usá-las nas missas, num dos locais aonde trabalhei, aqui no Brasil. Dizia que se tratava da verdadeira hóstia, pois se assemelhava àquela de Jesus.
Jesus guardava o Sábado (Shabat), freqüentava o Templo (Beit Hamikdash), celebrava as festas do calendário judaico (chaguim), e compartilhava seu saber e sua bondade com seus irmãos oprimidos. E quem os oprimia? Quem seriam os adversários de Jesus? Há uma diversidade de opiniões e de interpretações. Permitam-me direcionar a reflexão, para uma destas vertentes interpretativas. O maior inimigo dos judeus neste período era o Império Romano, que ocupara toda a Ásia Ocidental e se tornara a potência dominante. Para dominar, adotava políticas de ocupação diferentes em cada região, mas geralmente buscava alianças de grupos determinados, para neutralizar oposições locais. Quem seriam os aliados de Roma, na Judéia? Um destes era Herodes, o idumeu (edomita), cuja família fora convertida ao Judaísmo. Político habilidoso e grande construtor, porém dotado de uma paranóia que o levava a ver inimigos em todos os lugares. Apoiava os romanos por achar que não havia chances de sobreviver senão apoiando o domínio romano. Havia grupos que entendiam isto, mesmo não gostando dos romanos. Um destes grupos eram os saduceus (tzedukim). Tinham sua ideologia centrada nos rituais de sacrifícios no Templo. Eram, na sua maioria, membros da classe dominante: nobres, parentes da família real, descendentes do clã sacerdotal (cohanim), grandes comerciantes e latifundiários. Não vendo como sobreviver diante do Império,
optaram por aceitá-lo e submeter-se ao mesmo.
Na oposição ao Império temos diversas posições. Alguns eram moderados e não aceitando, optaram por não se revoltar de armas na mão, por não ver chances de vencer. Um destes grupos eram os fariseus (prushim), que optaram pela Lei, seu estudo e sua prática, mais do que o ritualismo do Templo que servia para fortalecer os interesses dos saduceus. Opunham-se criticando e acreditando que um dia D-us enviaria o seu Ungido ou Messias, para libertar seu povo, através de uma nova era. Vencendo os romanos, estabeleceria o reino de D-us na Terra. Um tempo messiânico, sem guerras e sem injustiça social, sem violência e sem opressão ao gênero humano. Os cristãos seriam um grupo dissidente, dentro do Judaísmo, que acreditou que o Messias já viera e que Jesus, seria o ungido enviado por D-us. Eram judeus e sonhavam com um ideal judaico. Outros grupos messiânicos surgiram neste período. Tratava-se de uma era de profunda religiosidade, de uma enorme expectativa messiânica. Não apoiavam o domínio imperial, mas trataram de não se chocar com o poder de Roma. Diziam: “Daí a César o que é de César, e daí a D-us o que é de D-us”.
Isso pode dar espaço a algumas leituras e interpretações: aceitar Roma até a hora que D-us derrubasse o Império. Não criticar abertamente Roma, mas entender que os impérios são passageiros e acabam caindo um dia. Só D-us é Eterno. Uma maneira de pensar, muito judaica. Os primitivos cristãos não eram simpatizantes do Império e eram críticos dos saduceus. Então quem matou Jesus? Sem dúvida os romanos, já que foi crucificado (pena de morte romana) e não apedrejado (pena de morte judaica). O tribunal judaico não tinha permissão romana para deliberar sobre pena de morte. Isso competia a Roma: só inimigos de Roma podiam ser condenados à morte. A participação e o apoio dos saduceus é visível: mas não houve um apoio generalizado do povo judeu que vivia na Judéia, neste período. Jesus não representava uma ameaça aos fariseus; no máximo uma voz crítica e discordante como muitas outras. Aos saduceus e a Roma, Jesus oferecia uma severa crítica: por sinal, bastante inserida nas palavras de Isaías e outros profetas que lhe serviam de inspiração. Estes poderiam estar interessados em puni-lo e condená-lo a morte.
Roma continuou a perseguir os cristãos por mais de duzentos e cinqüenta anos. Foram inúmeras perseguições, mas computamos cerca de dez grandes perseguições aos cristãos. Uma média de uma grande perseguição a cada 25 anos. O primeiro imperador que os perseguiu foi Nero já nos anos sessenta do primeiro século. Os cristãos foram jogados aos leões no Circo Romano. Isso prosseguiu até o Imperador Diocleciano, próximo ao ano 300. O ódio e a perseguição aos cristãos era uma constante: só cessou quando o Imperador Constantino fez a opção de proteger e tolerar a religião cristã por razões estratégicas. O cristianismo passa então de religião oprimida e perseguida, a tolerada. Não demora a se tornar religião protegida e por fim religião dominante e opressora. E passa a perseguir os cristãos dissidentes (denominados hereges), e a restringir os direitos judaicos no Baixo Império.
E como o Cristianismo se separou do Judaísmo? Originalmente se tratava de uma seita judaica que acreditava que o Messias já viera e era Jesus. Após sua morte os apóstolos saíram a pregar sua nova fé e seus valores e ideais a outros judeus. Pregavam nas sinagogas da Síria, Ásia Menor, Egito e Grécia. Eram judeus pregando a seus irmãos. Contudo havia semi-prosélitos ou metuentes, que freqüentavam as sinagogas. Eram não-judeus atraídos pelo judaísmo e que não se tornavam judeus por causa de certas exigências. A conversão ao Judaísmo exigia certas atitudes: o prosélito devia celebrar a circuncisão, estudar a Lei (Torá) e praticar os preceitos. Diante disso alguns dos apóstolos pensaram em evangelizá-los: convertê-los à nova seita judaico-cristã. Mas a dificuldade e as exigências deveriam ser superadas. Um concílio reunido em Jerusalém em meados do primeiro século abriu a porta aos não-judeus, retirando as exigências de Circuncisão, Torá e preceitos e colocando em seu lugar o batismo e a fé em Jesus como Salvador. O mentor desta mudança foi Paulo de Tarso. Neste momento se iniciou a separação dos judeus e dos cristãos. Não pode haver Judaísmo rabínico sem circuncisão, Torá e preceitos. O distanciamento aumentou quando os cristãos optaram por não apoiar a revolta contra Roma (66-70 d.C.). Deste momento em diante se tornam inimigos e a reaproximação só acontece após quase 2 mil anos, com o Concílio Vaticano II convocado pelo Papa João XXIII.
Com a reviravolta de Constantino e a aliança do Império com a Igreja, ambos trataram de esquecer dois séculos e meio de perseguições e de confronto. Roma deixa de ser a grande inimiga e passa a ser aliada.
Os judeus passam a ser os concorrentes da herança da Revelação da Lei e da herança do Pacto de D-us. Assim sendo, para existir, a Cristandade teve de persegui-los, humilhá-los e sempre provar que o novo pacto havia substituído o pacto de Abraão, Isaac, Jacob e Moisés. Por séculos a Igreja irá construir uma ideologia, na qual a culpa e o erro judaico teriam um papel central. Não exterminar os judeus, mas provar sua culpa (mesmo que de maneira forjada) e seu erro ao não aceitar Cristo. E acreditar que o retorno de Jesus só se daria, se e quando os judeus se convertessem, pelo menos parcialmente ao Cristianismo.
Isso deu início a séculos de perseguições, confrontos teológicos e preconceito antijudaico, em nome de Jesus.
Jesus que era um judeu, deixou de “sê-lo”. “Esqueceram-se” de suas raízes e de suas origens. Seu povo passou a ser o povo de Judas, o traidor. O povo de Jesus foi exorcizado e demonizado por séculos: os judeus foram comparados ao demônio e considerados filhos do Mal.
Este artigo é dedicado a alguns de meus amigos que ao final do debate de Iom Haatzmaut (dia da Independência de Israel) me solicitaram uma continuidade do tema e um fundamento para os temas levantados pelo debate.

*Sergio Feldman é professor adjunto de História Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do Paraná e doutorando em História pela UFPR.

O que diz o Alcorão sobre Isah (Jesus)?

 

 

 

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Maomé (Mohammed) nasceu na Arábia, há mais de 1400 anos atrás. Seu pai, Abdula, pertencia à tribo de Qureyshi, e morreu antes do seu nascimento.

Ainda rapaz, Maomé viajou para a Síria com seu tio numa caravana de mercadores. Repetiu a viagem anos mais tarde, enquanto trabalhava para uma viúva rica chamada Khadijah. Mais tarde estes se casaram e, muito embora ele fosse 15 anos mais jovem que ela, tiveram um bom matrimônio.

Logo Maomé ganhou posição entre os notáveis de Meca. Os mecanos afirmavam ser descendentes de Abraão (Ibrahim).

Como alguém que aborrecia o mal, Maomé detestava aqueles que desobedeciam as Escrituras. Conhecia os ensinos do livro sagrado dos judeus e cristãos, A Bíblia, (talvez ele mesmo a tenha lido, se sabia ler, ou então veio a conhece-la por tradição oral). Ele ficava irado contra a hipocrisia do povo; a idolatria e qualquer coisa desonrosa para Deus o revoltava bastante. Ele acreditava que Alá tinha revelado a Torá e os evangelhos (o Injil).

“Deus! Não há mais divindade além d'Ele, o Vivente, o Subsistente. Ele te revelou (ó Mohammad) o Livro (paulatinamente) com a verdade corroborante dos anteriores, assim como havia revelado a Torá e o Evangelho, Anteriormente, para servir de orientação aos humanos, e relevou ainda o Discernimento (julgamento entre o bem e o mal).” —Alcorão, Surata 3:3-4

Alguém muito respeitado por Maomé foi Abraão (Ibrahim), a quem chamou de homem justo e íntegro.

“Abraão era Imam e monoteísta, consagrado a Deus, e jamais se contou entre os idólatras. Agradecido pelas Suas mercês, pois Deus o elegeu e o encaminhou até à senda reta. E lhe concedemos um galardão neste mundo, e no outro estará entre os virtuosos. E revelamos-te isto, para que adotes o credo de Abraão, o monoteísta, que jamais se contou entre os idólatras.” —Alcorão, Surata 16:120-123

Abraão foi também visto como aquele que cumpriu os mandamentos de Deus:

“E quando o seu Senhor pôs à prova Abraão, com certos mandamentos, que ele observou, disse-lhe: ‘Designar-te-ei Imam (líder) dos homens.’ (Abraão) perguntou: E também o serão os meus descendentes? Respondeu-lhe: Minha promessa não alcançará os iníquos.” —Alcorão, Surata 2:124

Maomé também tinha grande conhecimento das escrituras e fé nos anjos que disseram a Zacarias que ele teria um filho (como em Lucas 1:18, 57-60).

“Seu Senhor a aceitou benevolentemente e a educou esmeradamente, confiando-a a Zacarias. Cada vez que Zacarias a visitava, no oratório, encontrava-a provida de alimentos, e lhe perguntava: Ó Maria, de onde te vem isso? Ela respondia: De Deus!, porque Deus agracia imensuravelmente quem Lhe apraz.

Então, Zacarias rogou ao seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, concede-me uma ditosa descendência, porque és Exorável, por excelência.

Os anjos o chamaram, enquanto rezava no oratório, dizendo-lhe: Deus te anuncia o nascimento de João, que corroborará o Verbo de Deus, será nobre, casto e um dos profetas virtuosos.

Disse: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se a velhice me alcançou a minha mulher é estéril? Disse-lhe (o anjo): Assim será. Deus faz o que Lhe apraz.

Disse: Ó Senhor meu, dá-me um sinal. Asseverou-lhe (o anjo): Teu sinal consistirá em que não fales com ninguém durante três dias, a não ser por sinais.

Recorda-te muito do teu Senhor e glorifica-O à noite e durante as horas da manhã. Recorda-te de quando os anjos disseram: Ó Maria, é certo que Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade!

Ó Maria, consagra-te ao Senhor! Prostra-te e genuflecte, com os genuflexos!

Estes são alguns relatos do incognoscível, que te revelamos (ó Mensageiro). Tu não estavas presente com eles (os judeus) quando, com setas, tiravam a sorte para decidir quem se encarregaria de Maria; tampouco estavam presentes quando rivalizavam entre si.

E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus.

Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos.

Perguntou: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Deus cria o que deseja, posto que quando decreta algo, diz: Seja! e é.” —Alcorão, Surata 3:37-47

Maomé também fala da ressurreição de Jesus:

“Ele lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta. Fez-me abençoado onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado. Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam. É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja! Quando decide uma coisa, basta-lhe dizer: Seja!, e é.” —Alcorão, Surata 19:30-35

Em chamar Jesus de mensageiro, Maomé também estava correto. Ele não quis dizer que Jesus não foi o Messias. Maomé sabia que alguém poderia ser um mensageiro e não ser um Messias… mas como O Messias, alguém é também um mensageiro.

Jesus era tanto o mensageiro quanto o Messias que Alá prometera! O que é um Messias? Um Messias é sempre conhecido como “um Salvador… um libertador.” Deus prometeu mandar um (Messias) para pagar a dívida do pecado por toda a humanidade.

O Messias!… o presente de Deus para o pecador… o Salvador… o Libertador… nosso Redentor. Os profetas da Torá predisseram a Sua vinda. Maomé e seus Discípulos O reverenciavam… o Alcorão e a Bíblia O revelaram! O Messias… O Salvador do mundo! Nem o Alcorão nem a Bíblia falam de qualquer outro ser o Messias!

Caro amigo, essa é a mais pura verdade! E é uma verdade que não pode ser negada. Jesus é o único Messias; Ele é o Salvador. Ele é o Messias dos muçulmanos, judeus, e Gentios. Milhões em todo o mundo, e de toda nação e credo, O aceitam como o Salvador.

Outros Recursos

  • Jesus Cristo é Deus?
  • O corpo de Jesus teria sido roubado de seu túmulo?
  • É possível que Jesus não tivesse morrido, mas somente desmaido na cruz, se recuperando depois de suas feridas?
  • Alguns afirmam que as testemunhas da ressurreição de Cristo teriam sofrido alucinações ou histeria coletiva. Isso é possível?
  • Qual é a importância da morte e ressurreição de Cristo para o Cristianismo?
  • Como posso ter certeza de que Jesus Cristo realmente ressuscitou?
  • O que o Islam ensina sobre a crucificação de Isa al Masih (Jesus)?
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  • É verdade que os registros bíblicos acerca da ressurreição de Cristo estão cheios de contradições?
  • A Bíblia é verdadeira?
  • Super Biblioteca da Criação
  • Como a Bíblia pode ser infalível se ela foi escrita por humanos falíveis? Mas, se ela não é infalível, como podemos aceitá-la como a verdade literal?
  • Como podemos saber se Jesus é o Messias?

Muitos têm seguido falsos Messias e suas vidas terminaram em morte. Eles foram sinceros, mas sinceramente errados. Tivessem eles aceitado a indiscutível afirmação de que Jesus é o Messias, eles teriam encontrado a paz por que estiveram procurando e a vida eterna, que Deus prometeu a todos aqueles que aceitam Jesus como o Messias… o Salvador do mundo. Sim, Isah Al Masih te ama! O Messias sobre quem Maomé escreveu… para perdoar-lhe e para ser o seu Salvador… seu Libertador da escravidão do pecado. A História nos diz que Ele foi crucificado e morreu numa cruz. Também nos diz que três dias depois só havia um túmulo vazio. A História e centenas de testemunhas oculares nos dizem que Ele ressuscitou dos mortos. Mas, infelizmente, muitos também rejeitam o amor e o perdão que Deus oferece em Jesus.

Alá concedeu a você livre arbítrio. VOCÊ deve fazer uma escolha. Você não pode permanecer neutro.

Não fique com a palavra do autor para isso. Investigue você mesmo as afirmações de Maomé, as profecias na Torá e a vida de Jesus escrita na Bíblia. As profecias que foram cumpridas por seu nascimento, vida, morte e ressurreição.

Investigue os motivos por que Paulo, o maior perseguidor dos seguidores de Jesus, passou a crer fortemente que Jesus era o Messias… e porque ele se tornou o maior missionário do mundo.

Se você ainda não é um seguidor de Isah (Jesus), Você deve fazer uma escolha: 1) crer que Jesus é o Messias OU 2) rejeitá-lo como Salvador. Você pode optar por crer no Messias, Jesus, que disse que iria, e foi, ressuscitado dentre os mortos. Alá deu Jesus, nascido miraculosamente de Maria (Mariaam, Surata 3:45) com o que Maomé concordou, ao mundo… por você.

“Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” —João 3:16 (NVI)

(“Filho de Deus” não quer dizer que Deus teve relações físicas com Maria, mas que Deus quis que Maria se tornasse sobrenaturalmente a mãe terrena de Jesus, mesmo sendo virgem. Veja Surata 3:47-48)

Alá ama você. Como poderia alguém querer rejeitar um amor tão maravilhoso… rejeitar perdão de Alá… Suas promessas de vida eterna? A Bíblia ensina como podemos saber onde passaremos a eternidade.


Os muçulmanos estão buscando a verdade aos milhares. Visite www.IsaalMasih.net e saiba mais sobre Hazrat Isa, sonhos e visões do “Homem de Branco,” a santa mensagem do Al-Kitab e muito mais…


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Traduzido por Avelar Guedes Junior

Author: Mike Tabish. Provido por Eden Communications.

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Qual era o Messias que o povo Judeu esperava?

 

Muitos anos antes da época evangélica o povo judeu era escravo no Egito. Então Deus, através de Moisés, o livrou da escravidão e o levou à “terra prometida”. Moisés, assim como Davi, Abraão, Jacó, foram líderes que conduziram seu povo. Foram chefes políticos, que ajudaram a fundar e a estruturar a consciência judaica. Foram líderes de um povo, de uma nação.

A maioria dos profetas do Velho Testamento descreveu este mesmo caminho. A palavra comum (ao analisar o Messias que viria) era um líder triunfante, um chefe.  Ele conduziria seu povo à liberdade e derrotaria seus dominadores. 

Isaías foi um profeta que descreveu o Messias sem a “roupagem” do poder e do triunfo político. Ele descrevia um Messias místico, que falava e vivia o sentido mais profundo e atemporal de Deus. Um Messias que sofreria por causa da ignorância dos homens.

Quando Jesus nasceu a Palestina estava sob o domínio do império romano. O povo judeu desejava ardentemente a liberdade. Muitas revoltas já haviam acontecido e iriam acontecer nesta província. Mais do que nunca a palavra Messias era associada à idéia de libertação das leis romanas. Um Messias verdadeiro seria um Messias guerreiro que iria libertar seu país e ser seu rei.

Aqueles que seguiam Jesus, que viam seus milagres e percebiam autoridade em Sua fala, não tardaram a confundi-Lo com esse Messias guerreiro/estadista. Eles sabiam que Ele tinha poder. O que restava era saber quando Ele iria assumir a liderança do Seu povo e tomar o poder. Mas isto Jesus não fez. E muitos foram os que se decepcionaram.

Estes, que se decepcionaram, não queriam que Jesus fosse Ele mesmo, que seguisse Seu Sagrado Caminho. Eles queriam que Jesus fizesse o que o povo esperava que fosse feito pelo “verdadeiro” Messias. Mas Jesus não se desviou do Seu caminho, não permitiu que o orgulho, a vaidade e a sede de poder O dominassem. Ele disse: “Eu vim para servir.”

Muitos, milhares, chegaram a acreditar que Jesus pudesse ser o rei-libertador da pátria. No domingo anterior à Páscoa Jesus entrou em Jerusalém com a multidão em êxtase. Eles O receberam de braços abertos, gritaram e idolatraram-No. Mas estes milhares não queriam seguir o caminho de Deus. Apenas queriam que Jesus realizasse a vontade deles mesmos: que fosse criado um novo reino Judeu soberano. Jesus deveria cumprir a vontade de quem? Do povo ou de Deus? Jesus sabia que o Caminho a ser escolhido deveria servir para todos os povos, em todos os tempos.

Em vez de criar um reino que logo se corromperia e seria tão opressor como os outros, Jesus preferiu nos deixar Sua história, palavras e exemplos como testamento. Sua vida serviria de Luz para guiar a humanidade. Não só um povo, mas todos os povos, em todas as épocas.

Jesus pagou um preço por não ter feito o que os homens queriam. A idolatria se transformou em raiva ou em frieza do coração. Assim, apenas os mais próximos e os amigos choraram sua morte. A cidade assistiu o drama da crucificação entre indiferente e hostil.

Comentário: apesar de todos os problemas é nos países cristãos que encontramos o maior nível de respeito aos direitos humanos, à democracia, à liberdade de pensamento. É também nos países cristãos que encontramos os maiores movimentos ecológicos, a maior quantidade de ONGs para ajudar aos próximos. É nestes países que a luta contra o despotismo, corrupção e discriminação às mulheres estão mais desenvolvidas. Isto é um dos frutos das palavras e do exemplo do Mestre Jesus.