Para identificar o verdadeiro dom de línguas, é necessário compreender primeiro o ensino bíblico sobre os dons espirituais. Em 1°Coríntios 12:1-11, Paulo esclarece que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (verso 4); que eles são distribuídos pelo Espírito “como Lhe apraz” (verso 11); e que eles são sempre concedidos “visando a um fim proveitoso” (verso 7). Esse fim pode ser “a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:12) ou a capacitação dos cristãos para a proclamação do evangelho (At 1:8).
Básico para a compreensão do dom de línguas é o conteúdo de 1 Coríntios 14, onde Paulo procura corrigir algumas distorções. O propósito essencialmente evangelístico desse dom é bem definido não apenas na declaração de que “as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (verso 22), mas também no testemunho pessoal de Paulo ao asseverar: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua”.
Se considerarmos atentamente a experiência dos discípulos no Pentecostes, registrada em Atos 2:1-13, perceberemos que naquela ocasião estavam congregadas em Jerusalém pessoas provenientes “de todas as nações debaixo do céu” (verso 5; ver também os versos 9-11). Foi para proclamar o evangelho, nesse contexto específico, que o Espírito Santo concedeu aos discípulos o verdadeiro dom de línguas. E o próprio texto bíblico confirma que cada um dos presentes ao Pentecostes ouvia a mensagem em sua “própria língua materna” (versos 6, 8 e 11).
A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico. As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (1Co 14) não aparecem como tais no texto original grego, onde a expressão usada é simplesmente “línguas”. Por outro lado, a tentativa de identificar as modernas manifestações de línguas estáticas como sendo línguas “dos anjos” (1Co 13:1) não é sancionada pelas Escrituras. Todas as vezes que os anjos bons falaram com seres humanos, eles o fizeram na própria língua das pessoas com as quais se comunicavam (ver Gn 18 e 19; Dn 9:21-27; Lc 1:11-20, 26-38; 2:8-15; At 12:6-8 e Ap 22:8 e 9).
Cremos, portanto, que nem todos os pretensos dons de língua são de origem divina. O verdadeiro dom de línguas é concedido pelo Espírito Santo não para a exaltação pessoal do indivíduo diante da comunidade, mas para suprir uma necessidade existente. O recebimento desse dom leva a pessoa a falar em uma genuína língua de nação, até então desconhecida para ela, sempre com um propósito evangelístico.
Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2000. p. 21.
Dons de Cura
Os adventistas creem no dom da cura?
Sim, cremos! Segundo as Escrituras, Deus pode ouvir nossas orações e curar aqueles por quem oramos (Tg 5:13-15). Alguns têm dificuldade de compreender a natureza desse dom, por duas razões, pelo menos: Primeira, pode parecer que hoje, a manifestação desse dom não seja tão comum quanto nos tempos apostólicos; segunda, nossa percepção foi manchada pelo que vemos entre as igrejas cristãs carismáticas. Alguns tendem a crer que esse dom deveria se manifestar entre nós do mesmo modo como é manifesto entre essas comunidades cristãs.
1. É um Dom de Deus: Um fenômeno interessante nas Escrituras em relação aos milagres e curas é que há muito poucos descritos ali! A história registrada na Bíblia cobre um período de vários milhares de anos. Examinea-a como um todo, e logo concluirá que os milagres e curas não eram tão comuns quanto pensamos. Se você contar, verá não apenas que o número deles é limitado, mas que também tendem a ocorrer em sequência em determinadas conjunturas históricas. Por exemplo, um número significativo de milagres aconteceu durante o êxodo do Egito. Aquele foi um momento de crise quando Deus teve que manifestar o Seu poder para mostrar que Ele era o Deus verdadeiro. Aconteceu um número incomum de milagres durante o ministério de Elias e Eliseu. Aquela também foi uma época de grande apostasia em Israel e Deus estava demonstrando que Ele era o verdadeiro Deus de Israel.
Testemunhamos outra grande manifestação de milagres de curas durante o ministério de Cristo e dos apóstolos. Aquela demonstração singular do poder divino tinha vários propósitos. O principal era validar a missão divina e a autenticidade da obra de Jesus. Mas, por toda a história bíblica, também encontramos manifestações esporádicas do dom da cura. Em outras palavras, o dom era permanente entre o povo de Deus, mas Deus escolhia quando esse dom devia ser manifestado de maneira mais poderosa ou intensa. Isso acontecia em momentos de crise, quando Deus estava revelando que Ele estava ativo no ministério de Seu povo, dando-lhe credibilidade e assistindo os que estavam em dúvida.
2. Experiência Presente e Futura do Dom: O dom ainda está em Sua igreja; mas o Senhor escolhe quando e como deve manifestá-lo. Os milagres de cura acontecem entre o povo remanescente de Deus, em todo mundo, como resposta às orações fervorosas de pastores e membros. Isso ocorre esporadicamente, isolados uns dos outros, por meio da silenciosa presença do Espírito entre nós. O Senhor provavelmente escolheu que fosse assim porque no final do conflito cósmico, as forças do mal usarão os milagres para validar seus atos como vindos de Deus (Ap 13:13; 16:14). Nossa segurança não está em
milagres e nas curas, mas nos ensinamentos das Escrituras.
Ao nos aproximarmos do final do conflito cósmico, a apostasia e a confusão atingirão dimensões globais e Deus manifestará o poder do Espírito gloriosamente. Ele intensificará a manifestação de Seu Espírito entre nós e a profecia de Joel finalmente se cumprirá (Joel 2:28-32). Deus confirmará a mensagem e a missão do Seu povo remanescente por meio das Escrituras e por meio de magnífica demonstração do poder do Espírito.
3. A Cura e a Medicina: Hoje, experimentamos o dom da cura por meio dos serviços médicos, sim, serviços médicos. Jesus combatia os poderes do mal por meio de suas curas, e hoje, Ele pode fazer a mesma coisa por meio daqueles que encontram maneiras de prevenir, tratar e curar doenças. Os que estão envolvidos na obra médico-missionária e em pesquisas, estão participando do conflito cósmico em nível celular e o Senhor lhes dá sabedoria para que O ajudem a levar cura a um mundo em perigo e em sofrimento. A sabedoria concedida pelo Senhor é Seu dom para Sua igreja a fim de beneficiar a humanidade. Portanto, a obra médico-missionária, realizada por pessoas consagradas ao Senhor que se dedicam a dar-Lhe glória somente, é a verdadeira manifestação do dom da cura de nosso soberano Senhor, que transpõe os limites da igreja.
Ángel Manuel Rodríguez aposentou-se recentemente como diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral.
A obra humana torna-se eficaz com o Espírito Santo
Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem? Luc. 11:13.
A promessa do dom do Espírito Santo não é compreendida como deveria ser; os privilégios a serem desfrutados mediante sua aceitação não são apreciados como poderiam ser. Deus quer que Sua igreja se apodere de Suas promessas pela fé, e solicite o poder do Espírito Santo para ajudá-los em todo o sentido. Ele nos assegura que está mais disposto a conceder o Espírito Santo aos que Lho pedirem, do que os pais a darem boas dádivas a seus filhos. Como é possível que cada pessoa tenha a unção celestial, “não tendes necessidade de que alguém vos ensine” (I João 2:27), e não há desculpa para esquivar-se a responsabilidades; nenhum dever deveria ser mal acolhido, nenhuma obrigação evitada. Cristo mesmo é o poder renovador, que opera em todo soldado e através dele, por meio da atuação do Espírito Santo. A eficiência do Espírito de Deus tornará eficazes os trabalhos de todos os que estiverem dispostos a submeter-se à Sua orientação.
Deus está impressionando toda mente suscetível de receber as impressões de Seu Espírito Santo. Ele está enviando mensageiros para que deem a advertência em cada localidade. Deus está provando o devotamento de Suas igrejas e sua disposição para prestarem obediência à orientação do Espírito. O conhecimento precisa ser aumentado. Os mensageiros do Céu devem ser vistos correndo de uma para outra parte, buscando por todos os meios possíveis advertir o povo dos juízos vindouros e apresentar as boas novas de salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. A norma da justiça deve ser exaltada.
O Espírito de Deus está impressionando o coração dos homens, e os que se submetem à Sua influência tornar-se-ão luzes no mundo. Em toda parte são vistos saindo para comunicar a outros a luz que receberam, como sucedeu após a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Ao fazerem sua luz brilhar, recebem cada vez mais do poder do Espírito. A Terra é iluminada com a glória de Deus. Australasian Union Conference Record, 1º de abril de 1898.
Ellen G. White, escritora norte-americana
O Dom de Línguas Bíblico
Esse importante dom mencionado na Bíblia tem sido incompreendido pelos sinceros irmãos da atualidade. Há mesmo quem afirme que quem não fala em “línguas estranhas” não é batizado com o Espírito Santo (Contrariando totalmente o que está escrito em Efésios 1:13 que afirma sermos selados pelo Espírito a partir do momento em que cremos em Jesus e não no momento em que “falamos línguas estranhas”), ou seja, é uma espécie de “cristão de segunda classe”. Asseguram inclusive que a única prova de ser batizado com o Espírito Santo é falar “língua estranha”.
DEFINIÇÃO E PROPÓSITO:
Segundo a Bíblia, o dom de línguas é a capacidade de falar outra língua conhecida, em outro idioma (esse é o significado do termo grego para “língua”) com o objetivo de anunciar a boa notícia e salvação por meio de Cristo.
Mateus 28:19, 20 diz que devemos “ensinar as pessoas a guardarem todas as coisas…” Observe que, para ensinar, é indispensável conhecer a língua falada do estrangeiro. “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.” 1 Coríntios 12:7. Concluímos, obviamente, que o falar em língua deve ter uma utilidade; deve ser, ao menos, inteligível. Lembrando: que tenha um propósito evangelístico.
Esta experiência autêntica aconteceu com os discípulos por ocasião do Pentecostes (A palavra pentecostes é grega e quer dizer “qüinquagésimo (dia)”, pois essa festa era comemorada cinqüenta dias depois da PÁSCOA (Dicionário da Bíblia de Almeida – Sociedade Bíblica do Brasil).):
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” Atos 2:1-11.
O relato mostra que o dom de línguas foi dado para evangelizar. O verso 6 declara que “cada um ouvia falar na sua própria língua” o que cada seguidor de Cristo dizia e o verso 8 confirma: “e como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?” Pela terceira vez exclamaram os estrangeiros: “como os ouvimos falar em nossa própria língua as grandezas de Deus ?” (verso 11).
Havia, naquele lugar, cerca de 18 nações diferentes. Os apóstolos não tinham tempo e nem uma escola para aprender todos aqueles idiomas. Você percebeu? Houve uma “NECESSIDADE” de pregar o evangelho em um lugar onde havia muita gente (Deus não poderia perder aquela oportunidade!); por isso, o Senhor deu-lhes o dom de línguas estrangeiras. Note que os discípulos não falaram palavras ou sílabas sem sentido. Eram compreendidos em outros idiomas.
Há alguns aspectos importantes ao analisarmos o dom de línguas em Atos 2:
a) A mensagem de Pedro centralizava-se em Jesus (Atos 2:22-36);
b) O dom de línguas não foi acompanhado por um êxtase sentimental descontrolado. Observe que a mensagem foi compreendida de forma a haver resultados: 3.000 pessoas foram batizadas! (Atos 2:41);
c) Paulo também afirma que as palavras usadas no dom são idiomas que precisam ser entendidos pelos ouvintes para que se convertam a Cristo. Não adianta nada falar num idioma que a pessoa não conheça: “Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara? Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.” 1 Coríntios 14:6-9.
“Assim vós, se com a língua não disserdes palavras compreensíveis, como se entenderá o que dizeis? Porque estaríeis como se falásseis ao ar” (ler também 1 Coríntios 14: 18, 19, 23).
d) O dom de línguas é um sinal para os descrentes a fim de que ouçam as maravilhas de Deus no idioma deles. Não é um sinal para os crentes, conforme 1 Coríntios 14:22: “De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que creem.”
Portanto, tal dom não deve ser usado para orgulho pessoal. O dom de línguas é concedido para evangelizar outras pessoas de outras nações que não conhecem ao Salvador.
REGRAS A SEREM SEGUIDAS NO USO DO DOM DE LÍNGUAS:
1) No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez – 1 Coríntios 14:27;
2) Deve haver tradutor (intérprete) – 1 Coríntios 14:28;
3) Precisa ser entendido por todos – Atos 2:9-12;
4) Cumprir o papel de edificar a igreja, estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).
5) Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.
Muitos cristãos de hoje ferem essas cinco regras frontalmente. Em muitas congregações, por exemplo, há certo número de pessoas e todos querem falar ao mesmo tempo. Não pode haver intérpretes porque os que falam não sabem o que estão falando.
Observação: Por que utilizar o dom de línguas no Brasil se todos falam o português?
OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM AVALIADOS SOBRE O DOM
1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;
2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23), ou seja, não cai no chão.
3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e a dignidade. Havendo barulho, choca os sentidos (ler Mateus 6:6; Gálatas 5:22, 23). Lembremos de que Deus não é surdo.
4. O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32). Será que os que se dizem possuidores do Espírito Santo guardam todos os mandamentos de Deus? (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.
5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de que tenha sido batizado(a) pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. São elas:
• Os samaritanos (Atos 8:17);
• Maria (Lucas 1:35);
• Estevão (Atos 6:5; 7:55);
• Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10);
• Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34);
• Sansão, outro juiz (Juízes 15:14);
• Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67);
• Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3);
• João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41);
• Os sete diáconos (Atos 6:1-7);
• Jesus Cristo (Lucas 3:22).
Vemos que Jesus nunca falou em línguas. Ele não usou esse dom porque não havia uma necessidade evangelística para tal. Exigir que todos os irmãos falem em línguas é querer dirigir o Espírito. É ir contra a soberania dEle, pois somente Deus Espírito Santo é quem distribui os dons como Ele quer: “Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer.” 1 Coríntios 12:11.
6. O termo “língua dos anjos” só aparece em l Coríntios 13:1, quando Paulo afirma: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.” O apóstolo está apenas destacando que, mais importante que falar a língua dos homens e dos anjos, é ter amor. Não está afirmando que essa manifestação estranha de língua angélica fizesse parte de nossa pregação (leia Gênesis 18 e Apocalipse 22:8, 9, onde os próprios anjos falaram idiomas humanos para que pudessem ser compreendidos! Leia também Gênesis 19:15; Lucas 2:8-14; 1:16-18).
7. Em Marcos 16:17 é dito: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios: falarão novas línguas.” O que significa “falar uma nova língua” na Bíblia? O texto original grego responde. Há duas palavras gregas diferentes para descrever o termo “novas” línguas: neós e kainós.
• Neós é algo novo que não existia antes.
• Kainós é algo novo que já existia.
A palavra empregada em Lucas 16:17 é kainós, indicando assim que as “novas línguas” faladas pelos discípulos de Jesus seriam novas apenas para eles que não as conheciam, mas elas já existiam!
ILUSTRAÇÕES
Ilustração 1: A pessoa tinha um carro, ano 2007, e trocou por um 2008. Para a pessoa que comprou, o carro é novo. Significa novo na “experiência”, pois o carro já existia. Assim é o dom de línguas em Marcos 16:17. Para a pessoa que aprendeu a nova língua, é nova (Kainós), mas o idioma já existia, era falado por um grupo de pessoas.
Ilustração 2: Certa vez, um pastor foi em um culto para “testar” se realmente aqueles cristãos entendiam o que estavam dizendo. No decorrer da programação ele recitou o Salmo 23 em grego. Um dos membros daquela igreja levantou-se e foi “interpretar” o que o pastor disse. Afirmou que Deus estava pedindo para que todos entregassem o coração a Jesus, sendo que o pastor apenas falou o Salmo 23 em grego, e ainda por três vezes! Imagine que “balde de água fria” foi para a congregação quando o pastor disse o significado verdadeiro das palavras e que o suposto tradutor estava mentindo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A língua falada é um sistema de linguagem em que os seres humanos, dotados de inteligência, se comunicam e se entendem perfeitamente. As “línguas estranhas” faladas em muitos cultos de hoje nada têm em comum com as mais de 3.000 línguas e dialetos existentes na Terra.
Por conseguinte, não possuem importância evangelística e nem servem para identificar quem é cristão consagrado ou não (lembre-se Efésios 1:13).
A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico.
As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (1 Coríntios 14) não aparecem no texto original grego (O termo línguas estranhas foi acrescentado pelo tradutor para tentar “facilitar” a compreensão do texto. Entretanto, dificultou mais ainda, dando apoio à idéia de que o dom de línguas bíblico é algo ininteligível) onde a expressão usada é simplesmente “línguas”.
Portanto, se estou falando a você em Francês (língua estrangeira) e você não sabe nada de Francês, para você estou falando língua estranha, pois não pode ser entendida. Mas isso não quer dizer que o Francês é um idioma que não pode ser entendível por ninguém. Daí surge a necessidade do intérprete.
Segundo nossos dicionários, interpretar é a “arte de determinar o significado preciso de um texto ou lei”, “fazer entender”. Traduzir é apenas converter cada palavra de seu estado estrangeiro (estranho) ao corrente (entendível). Portanto, não existe tradução sem interpretação.
E, não esqueça: o dom de línguas em Atos 2 (Atos 10, 19, 1 Coríntios 12-14) tem sempre um propósito evangelístico.
Dons Espirituais
As palavras que Jesus pronunciou antes de subir ao Céu, causaram profunda impressão no coração e mente dos discípulos. A ordem que Ele deixou foi: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (Marcos 16:15).
Esta seria uma tarefa impossível para um grupo tão pequeno de pessoas. Porém, Jesus prometeu que eles receberiam poder do Espírito Santo para levar avante essa bandeira.
Em seguida a ascensão de Cristo ao Céu, os discípulos gastaram a maior parte de seu tempo em oração. Harmonia e humildade ocuparam o lugar da discórdia e da inveja. Sua íntima comunhão com Cristo e a unidade resultante eram a preparação necessária para o recebimento do Espírito Santo.
Assim como Jesus recebera dotação especial do Espírito Santo para realizar Seu ministério, os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo a fim de serem habilitados a testemunhar. E os resultados foram magníficos. O que parecia impossível se tornou realidade.
Da mesma maneira que os discípulos foram capacitados a realizar a tarefa que lhes foi designada, o mesmo Espírito Santo hoje distribui Seus dons à igreja com um objetivo específico, que no dizer do apóstolo Paulo, deve ser proveitoso.
Paulo ressaltou também a importância deste assunto, dizendo que acerca dos “dons espirituais não queria que os irmãos fossem ignorantes” (I Coríntios 12:1). Portanto, o que é necessário saber sobre esse tema tão importante para os cristãos?
A resposta a essa pergunta se encontra nas explicações de Paulo aos Coríntios que estão em sua primeira carta a essa igreja, no capítulo 12. Lemos no verso sete: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim específico.” Nenhum dom do Espírito é dado para benefício da pessoa que o recebe. Os dons são concedidos para alcançar um determinado objetivo. Em Efésios 4:12 encontramos alguma coisa mais que nos ajuda a compreender isso. Lemos: “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para edificação do corpo de Cristo.”
Assim, a primeira razão pela qual são dados os dons espirituais é para edificação da igreja do Senhor. A utilização dos diversos dons na igreja e na pregação da mensagem de Deus ao mundo faz com que a obra possa ser levada avante.
Os versos 4 a 6 demonstram que embora haja dons diferentes, o Espírito é o mesmo. O Senhor é o mesmo e o mesmo Deus opera tudo em todos.
Isto nos faz pensar que não existe um dom que esteja acima ou que seja melhor do que o outro. Jamais devemos exaltar um dom em diminuição de outro. Todos eles são necessários e importantes para Deus e Sua igreja.
Na seqüência, o apóstolo enumera alguns dons e conclui essa parte dizendo o que encontramos no verso 11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente.”
Temos aqui mais um ponto interessante. O próprio Espírito Santo é que reparte os dons a cada um como lhe apraz. Isto significa que todos aqueles que estão em Jesus recebem do Espírito Santo algum dom para edificação da igreja. Durante Seu ministério, já quase no final de Sua jornada, Jesus contou uma parábola onde um homem ao se ausentar de seu país chamou alguns de seus empregados e lhes deu alguns bens. Isto está no evangelho de Mateus, 25:14 a 30. E a um deu cinco talentos e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade e então se ausentou. O relato diz que os dois empregados que receberam cinco e dois talentos saíram a negociar e ganharam outro tanto. Mas o que recebeu um só, foi e enterrou. Depois de muito tempo voltou aquele senhor e fez o acerto de contas. Os dois primeiros foram agradecidos com o reconhecimento do patrão. Mas aquele que enterrou o seu talento foi considerado inútil e banido da presença de seu senhor.
Esta parábola nos ensina algumas lições interessantes. O patrão que partiu para bem longe representa Cristo. Os três servos representam os muitos seguidores de Jesus. De igual modo, todos aqueles que aceitam a Jesus como seu Salvador são capacitados pelo Espírito Santo com algum dom, algum talento.
Por mais humilde e simples que seja uma pessoa, ela é muito preciosa à vista de Deus. Os homens podem desprezá-la mas o Senhor de todos nós a honra dando-lhe dons e talentos segundo Sua vontade.
Ninguém deve desprezar a si mesmo, pois fazendo assim está desonrando o Senhor Deus. Todos os filhos do Pai celestial são de imenso valor para Ele. Por isso é importante que utilizemos os dons que temos recebido de Deus para glória do Seu nome e edificação da Sua igreja. Assim fazendo, aquilo que recebemos se multiplicará. Ocorrerá um desenvolvimento, um crescimento na nossa vida.
Infelizmente ainda acontece hoje o caso daquele empregado que recebeu um só talento e o enterrou. Mas, amigo querido, não importa quanto nós recebemos e o quanto estamos fazendo. Mais importante que isto são os motivos com os quais realizamos as tarefas para Deus. Aqueles que tem recebido um só talento não devem sentar e chorar por isso. Pelo contrário, devem fazer sua parte da melhor forma possível, pois são úteis e preciosos para Deus como aqueles que receberam mais talentos.
Na segunda parte do capítulo 12, de I Coríntios, Paulo fala nesse assunto. Ele usa dos versos 12 ao 31 para mostrar que todos os filhos de Deus tem a mesma importância. Usando a comparação do corpo humano, que possui membros grandes e pequenos, com múltiplas funções ou uma só função, o apóstolo afirma serem eles todos necessários. O corpo é o mesmo. E se cada membro cumprir seu papel, o corpo será sadio.
Permita Deus que você, amigo, possa ser também útil para promover a vontade do Pai celeste, segundo a capacidade que recebeu. E, quando vier nosso Senhor possa ser achado fiel na utilização de seus dons e talentos.
Pr. Montano de Barros
Línguas estranhas. Como entender a promessa de falar “novas línguas”, em Marcos 16:17?
Como o conteúdo de Marcos 16:9-20 não aparece nos manuscritos gregos mais antigos e melhores, especialistas em crítica textual do Novo Testamento têm sugerido que o evangelho de Marcos terminava, originalmente, com o verso 8 do capítulo 16. Diante disso, se poderia argumentar que o texto de Marcos 16:17 não compartilha da mesma autoridade canônica que o restante do Evangelho.
Mas independente de aceitarmos ou não o conteúdo de Marcos 16:9-20 como parte do Cânon Sagrado, é importante observar que, na expressão “novas línguas” de Marcos 16:17, o termo original grego para “novas” é kainós (novas línguas para quem fala) e não néos (línguas até então desconhecidas). Isso significa, portanto, que essas “novas línguas” dizem respeito às mesmas línguas de nações mencionadas em Atos 2:4 como “outras línguas”, plenamente compreensíveis às respectivas pessoas que as reconhecem como suas línguas maternas (At 2:6, 8 e 11).
O fato de Mateus 16:17 colocar o dom de falar em “novas línguas” como parte dos “sinais” que haveriam de acompanhar aqueles que cressem, não significa que esse dom deveria ser concedido a todos os crentes em todas as épocas e lugares. Assim como os cristãos não haveriam, obviamente, de pegar “em serpentes” todo tempo (verso 18), também não é de se esperar que eles devessem falar sempre em “novas línguas”. Além disso, Paulo esclarece que o dom de línguas é dado apenas a alguns crentes, havendo uma necessidade concreta que justifique a sua manifestação (ver 1Co 12:4-11, 28-30).
Fonte: Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2000. p. 21
O Dom de Profecia
PR. NEUMOEL STINA
No princípio, antes que o pecado entrasse em nosso mundo, Deus falava face a face com Adão e Eva. (Gên. 1:26-31), dando-lhes sabedoria e comunicando Sua vontade.Mas, após a entrada do pecado, essa comunicação direta não mais seria possível. Pois Adão e Eva teriam sido destruídos pela santa presença de Deus.
Entretanto, Deus continuou a Se comunicar de modo geral com a família humana. Dentre os meios utilizados estavam a Natureza, relacionamento pessoal, providências e Seu Espírito.
Uma comunicação mais direta e específica, porém se fazia necessária, especialmente para ampliar a compreensão da humanidade quanto ao caráter de Deus e o plano de salvação.
Por isso, Deus selecionou pessoas consagradas em cuja mente o Espírito Santo pudesse operar de modo especial para e transmitir a verdade a outros.
Antigo e Novo Testamentos ensinam que o dom profético foi concedido a homens e mulheres.
Dentre as mulheres destacam-se Míriam, Débora, Hulda, Ana, e as quatro filhas de Filipe. (Êxo. 15.20; Juízes 4:4; II Reis 22:14; Lucas 2:36; Atos 21:8 e 9)
Quando as Escrituras dizem: “Homens (santos) falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” II Pedro 1:21, se referem aos homens e às mulheres, que usados por Deus transmitiram as mensagens.
Às vezes esses “Homens santos”, ou profetas, como eram geralmente chamados, transmitiam as mensagens de Deus oralmente. Outras vezes as mensagens eram escritas, reforçando assim o seu impacto e propiciando-lhes circulação mais ampla.
Pela providência divina essas mensagens escritas foram preservadas, constituindo-se as Sagradas Escrituras, e através dos séculos tem sido utilizadas por Deus para falar ao coração humano e levá-lo a fazer Sua vontade.
Ao estudarem a Palavra, homens e mulheres têm reconhecido suas credenciais divinas e têm aceito seu testemunho. E o mesmo Espírito que inspirou os profetas bíblicos, ao escreverem, tem movido o coração dos leitores a fim de convencê-los do pecado e transformar sua vida.
Quanto à função das Escrituras, o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, seu jovem amigo na fé: “Desde a infância sabes as Sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” II Tim 3:15 e 16
Este texto deixa claro que a Bíblia contém todo o conhecimento e conselho que a pessoa necessita a fim de encontrar o caminho da salvação e nele andar. A Bíblia oferece uma revelação infalível da vontade de Deus.
Mas a necessidade de Deus Se comunicar com a família humana não acabou quando a Bíblia foi concluída. Em suas cartas às igrejas de Corínto e Éfeso o apóstolo Paulo mencionou os “Profetas” como um dos importantes dons do Espírito. Ele os colocou quase no início de sua lista, logo após os apóstolos. (I Coríntios 12:28; Efésios 4.11)
A idéia corrente de alguns cristãos, de que a obra dos profetas terminou nos tempos do Novo Testamento, não tem fundamento bíblico.
Ao aproximar-se o fim da história humana, e intensificar-se o grande conflito entre Cristo e Satanás, os ataques do inimigo contra o povo de Deus se tornarão mais severos (Apoc 12:17), e seus enganos mais persuasivos (Mat 24:24), e por essa razão os dons do Espírito, inclusive o dom profético, serão mais necessários.
A Bíblia deixa claro que o dom profético estará presente na verdadeira igreja de Deus, nos últimos dias.
João, o revelador, declara que os membros da igreja remanescente “guardam os mandamentos de Deus e sustentam o testemunho de Jesus” (Apoc. 12.17)
O “testemunho de Jesus” é definido em Apocalipse 19:10 como sendo o “Espírito de Profecia”. Jesus testemunha à igreja por intermédio da profecia.
Hoje como no passado, toda comunicação de Deus é preciosa . A mensagem bíblica ainda é oportuna: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias.” I Tess 5:19 e 20. “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis”. II Crônicas 20:20
Que ao nos apegarmos dia a dia a Jesus, o nosso coração esteja preparado, para quando vierem os dias de conflito, nós saibamos discernir o verdadeiro dom profético que vem da parte de Deus.
O grande segredo é seguir a Jesus Cristo. E seguir a Jesus Cristo é estar em suas mãos. É confiar no Senhor, é louvar ao Senhor.
Dons Espirituais
As palavras que Jesus pronunciou antes de subir ao Céu, causaram profunda impressão no coração dos discípulos. A ordem que Ele deixou foi: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15
Esta seria uma tarefa impossível para um grupo tão pequeno de pessoas. Porém Jesus prometeu que eles receberiam poder do Espírito Santo para levar avante essa bandeira.
Em seguida a ascensão de Cristo ao Céu, os discípulos gastaram a maior parte de seu tempo em oração. Harmonia e humildade ocuparam o lugar da discórdia e inveja.
Sua íntima comunhão com Cristo e a unidade resultante eram a preparação necessária para o recebimento do Espírito Santo.
Assim como Jesus recebera a dotação especial do Espírito Santo para realizar Seu ministério, os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo a fim de serem habilitados a testemunhar. E os resultados foram magníficos. O que parecia impossível tornou-se realidade
Da mesma maneira que os discípulos foram capacitados a realizar a tarefa que lhes foi designada, o mesmo Espírito hoje distribui seus dons à Igreja com um objetivo específico, que nas palavras do apóstolo Paulo, deve ser proveitoso.
Paulo ressaltou também a importância deste assunto, dizendo que acerca dos “dons espirituais não queria que os irmãos fossem ignorantes” I Coríntios 12.1. Portanto, o que é necessário saber sobre esse tema tão importante para os cristãos?
A resposta a esta pergunta encontra-se nas explicações de Paulo aos Coríntios. Veja o que a Bíblia declara: “A manifestação do Espírito Santo é concedida a cada um visando um fim específico” I Coríntios 12:7
Nenhum dom do Espírito é dado para benefício da pessoa que o recebe. Os dons são concedidos para alcançar um determinado objetivo. Em Efésios 4:12 encontramos alguma coisa mais, que nos ajuda a compreender isso. Lemos assim: “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para edificação do corpo de Cristo.”
Assim, a primeira razão pela qual são dados os dons espirituais é para edificação da Igreja do Senhor. A utilização dos diversos dons na igreja e na pregação da mensagem de Deus ao mundo, faz com que a obra possa ser levada avante.
Em Efésios 4, os versos de 4 a 6 demonstram que embora haja dons diferentes, o Espírito é o mesmo, e o mesmo Deus opera tudo em todos.
Isto nos faz pensar que não existe um dom que esteja acima ou que seja melhor do que outro. Jamais devemos exaltar um dom em detrimento de outro. Todos eles são necessários e importantes para Deus e Sua Igreja.
Na sequência o apóstolo enumera alguns dons e conclui essa parte dizendo o que encontramos no verso11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente”.
Temos aqui mais um ponto interessante. O próprio Espírito Santo é que reparte os dons a cada um como lhe apraz. Isto significa que todos aqueles que estão em Jesus recebem do Espírito Santo algum dom para edificação da igreja.
Durante seu ministério, já quase no final de sua jornada, Jesus contou uma parábola onde um homem ao ausentar-se de seu país chamou alguns de seus empregados e lhes deu alguns bens.
Isto se encontra no Evangelho de Mateus 25:14 a 30. E a um deu cinco talentos a outros dois, e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade e então ausentou-se. Isto é partiu.
E o relato diz que os dois empregados que receberam cinco e dois talentos saíram a negociar e ganharam outro tanto. Mas o que recebeu um só, foi e o enterrou.
Depois de muito tempo voltou aquele senhor e fez o ajuste de contas. Os dois primeiros foram agraciados com o reconhecimento do patrão. Mas aquele que enterrou o seu talento foi considerado inútil e banido da presença do seu senhor.
Esta parábola ensina algumas lições interessantes. O senhor que partiu para bem longe representa Cristo. Os três servos representam os muitos seguidores de Jesus.
De igual modo, todos aqueles que aceitam a Jesus como seu Salvador pessoal são capacitados pelo Espírito Santo com algum dom, algum talento.
Por mais humilde e simples que seja uma pessoa, ela é muito preciosa à vista de Deus. Os homens podem desprezá-la mas o Senhor de todos nós, a honra dando-lhe dons e talentos segundo Sua vontade. Ninguém deve desprezar a si mesmo, pois fazendo assim está desonrando ao seu Senhor.
Todos os filhos de Deus são de imenso valor para Ele. É importante também que utilizemos os dons que temos recebido de Deus para glória do Seu nome e edificação de Sua Igreja.
Assim fazendo, aquilo que recebemos se multiplicará. Ocorrerá um desenvolvimento, um crescimento na nossa vida.
Permita Deus, que todos os que nos ouvem, possam ser úteis para promover a Sua vontade, segundo a capacidade que receberam, e quando vier nosso Senhor possam ser achados fiéis na utilização de seus dons e talentos.
Que ao Jesus voltar, todos possamos ouvir dEle: ” Bem está servo bom e fiel, entra no gozo do Teu Senhor”.


